Não é fácil nos dias de hoje, com a imensidão de oferta que uma cidade como Lisboa tem para oferecer aos amantes da boa cozinha, ser surpreendido com a descoberta de um novo Restaurante, ainda para mais de uma forma tão positiva...
Mas isso foi o que nos aconteceu no nº 112 da Rua da Esperança na cidade de Lisboa, junto a Santos. De uma Taberna se trata pois então.. cheirando a novo, a escassos dois meses da abertura. Mas também a velho... das largas dezenas de anos com que o passado da sua decoração nos presenteava.
É agradável manusear objectos, que a memória dos nossos pais e avós faz sorrir e recordar o conforto de outros tempos já perdidos. Manusear pratos da antiga Fábrica de Sacavém, ou ouvir o som de um velho relógio de parede inspiravam-nos para a dificil escolha que um enorme quadro de ardósia nos apresentava.
As entradas de um lado e os pratos principais do outro, dificultavam o desafio. Optámos pela degustação ao estilo tão característico das Tabernas de um tempo irrepetível. Os Ovos com Alheira e as Tibornas de Queijo de Cabra e Mel confirmaram o que mais temíamos... O que é bom e sabe bem, bem não faz, mas mal, quem sabe...
Parar estava fora de causa, optámos por acompanhar com um vinho tinto da Quinta das Baldaias o qual não desmentiu a sabedoria dos "taberneiros" e anfitrões. A simpatia do serviço ajudava.. O ambiente velado, o discurso fácil e os copos e garrafas tilitando compunham o quadro e a noite falava mais alto...
Continuámos com umas Endíveas recheadas de Queijo da Serra, com um travo agre e doce e umas Migas de Espargos Verdes, cozinhadas de forma irrepreensível e que confirmaram o acerto da escolha.
Restava rematar com as sobremesas, as quais não desiludiram; o Bolo de Iogurte sabia ao bolo caseiro da Avó e o Bolo de Cacau não lhe ficava atráz.<
Domingo